Política Internacional

Hidropolítica brasileira sob a Agenda 2030 das Nações Unidas, por Isabela Espindola, Maria Luisa Telarolli de Almeida Leite e Luis Paulo da Silva

Em 2015 as Nações Unidas apresentaram uma nova agenda de desenvolvimento, conhecida como Agenda 2030. Liderados pelas Nações Unidas (ONU) com a participação da comunidade internacional, a Agenda 2030, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as 169 metas, seções sobre implementações, revisão e acompanhamento priorizam o desenvolvimento sustentável, o equilíbrio social, as dimensões econômica, política e ambiental.

A estrutura da Agenda 2030 e ODS incluem água em seu escopo, demonstrando que esse recurso natural é uma questão profundamente interligada e necessária para alcançar o desenvolvimento sustentável. A água é essencial para a vida humana, mas também necessária para segurança alimentar e energética, saúde e bem-estar e economias prósperas. Nesse sentido, o direito humano à água, escassez de água, qualidade da água, estresse hídrico e gestão da água requerem atenção e demandam ações dos governos em todo o mundo.

No artigo “Hidropolítica brasileira sob a Agenda 2030 das Nações Unidas”, publicado no volume 21 (2020) da revista Meridiano 47 (Journal of Global Studies), os autores argumentam que a análise hidropolítica é um dos caminhos para se responder aos desafios impostos pela Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, representada pela Agenda 2030 e pelos ODS. A análise hidropolítica, para os autores, considera a gestão política e as interações entre atores estatais e não estatais, assim como as relações de poder, instituições, legislação, tecnologias e infraestrutura disponível relacionadas à água em sua abordagem. Os autores mostram como os recursos da política da água podem substanciar ações que contribuem para alcançar o ODS6 dentro de um estado nacional.

Nesse contexto, e considerando a hidropolítica brasileira como estudo de caso, os autores analisam como a hidropolítica se relaciona com o ODS6 e a Agenda 2030, mostrando como a hidropolítica contribui para entender a estrutura que o cerca. A primeira seção do documento fornece uma visão geral da Agenda 2030, seus ODS e suas relações com os problemas hídricos. A segunda seção aborda o conceito de hidropolítica e suas conexões com os estudos internacionais e ambientais e com a gestão e governança da água. A terceira seção discute a hidropolítica brasileira. Finalmente, na quarta seção, os conceitos apresentados nas seções anteriores são aplicados à hidropolítica brasileira, onde é discutido em que medida as políticas brasileiras de água contribuem para alcançar os ODS6 até 2030.

Leia o artigo

BATTISTELLO ESPINDOLA, I.; TELAROLLI DE ALMEIDA LEITE, M. L.; BATISTA DA SILVA, L. P. A hidropolítica brasileira sob a Agenda 2030 das Nações Unidas. Meridiano 47 – Journal of Global Studies, v. 21, 20 jul. 2020. https://doi.org/10.20889/M47e21011

Sobre os autores

Isabela Battistello Espindola – Universidade de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana, Laboratório de Geografia Política (GeoPo). https://orcid.org/0000-0002-1134-9641

Maria Luisa Telarolli de Almeida Leite – Universidade de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana, Laboratório de Geografia Política (GeoPo). https://orcid.org/0000-0001-7247-8677

Luis Paulo Batista da Silva – Universidade Federal da Bahia, Laboratório de Geografia Política (GeoPo). https://orcid.org/0000-0003-0010-4216

Como citar este artigo

Cite this article as: Editoria, "Hidropolítica brasileira sob a Agenda 2030 das Nações Unidas, por Isabela Espindola, Maria Luisa Telarolli de Almeida Leite e Luis Paulo da Silva," in Revista Mundorama, 24/07/2020, https://mundorama.net/?p=27413.