Rompiam-se as relações diplomáticas argentino-britânicas no abril de 1982. Milhares de habitantes de Buenos Aires abraçaram o regime de força no gesto nacionalista dos generais e almirantes, mesmo diante do ocaso militar e da tortura de seus filhos. Outros tantos protestaram contra a guerra inventada.
Era manobra que poderia animar as massas, a renovar o moral da tropa e reforçar a junta militar dirigida por Galtieri. Seria roteiro para uma boa ópera bufa não fosse fato espetacular urdido pelos ditadores argentinos para recuperar legitimidade de um regime decrépito. A recuperação das Malvinas, reivindicação histórica, foi pretexto estudado pela decadência do regime. Os militares argentinos desejavam fazer esquecer aos seus compatriotas a inflação que chegava a galope, a crise fiscal, as violações dos diretos humanos e o terror que fez desaparecer dezenas de milhares de professores, médicos, engenheiros e universitários do país austral. Leia mais…

30/04/2012




