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	<title>Comentários sobre: Petróleo: a manutenção da importância geoeconômica, por Virgílio Arraes</title>
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	<description>Divulgação Científica em Relações Internacionais - ISSN 2175-2052</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 12:30:53 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: J.L.Mateus P.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[J.L.Mateus P.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 21:08:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Esta noite estaria mais na disposição de elaborar um argumento para adaptação ao cinema ou coisa semelhante do que própriamente uma crítica sobre um assunto que deixa qualquer leitor preocupado. Por isto, tentarei dar a minha opinião, de forma diferente da habitual e se me permitem, com um pouco de ironia. 
No ruas que dão acesso ao meu espaço físico de predilecção nos últimos meses, passam indivíduos vestidos de algumas cores. A maioria de branco. Porém, o preto, vermelho e amarelo, fazem sentir a sua presença. Umas misturas destas cores, não são tímidas e por vezes também se observam. De todas, os indivíduos que vestem de amarelo são os que parecem mais introvertidos. Cumprimentam os que encontram no percurso, falam consigo próprios parecendo pensar no que irão fazer amanhã. São em média os que mais se preocupam com o aspecto visual, não se metem com frequência em conflitos e os que vestem de outras cores observam-nos a uma certa distância. Estes últimos são precisamente o contrário. Lamentam-se fatalmente do salãrio insuficiente, da carestia de vida, na possibilidade de emprego, de um biscate ou até de um possível furto. Tudo indica que o pé de meia dos antepassados, já não é suficiente para tantas dificuldades. Esta realidade não se aplica aos mais gastos pelo tempo. 
A duzentos metros ouvesse um alívio que mais parece uma mulher a parir quando o indivíduo que veste de branco vende um objecto. Interrogo-me e respondo que só daqui a 4 ou 5 horas irás parir novamente. O de amarelo está constantemente a parir junto há caixa registadora. Por momentos sou interrompido por um diálogo entre uma mãe e filho que passam: 
- Mamã, apetecia-me um chocolate! 
- Hoje não. O papá só recebe daqui a 8 dias e o dinheiro que resta é para pagar a renda de casa e a letra do automóvel. 
A criança passa na montra das guloseimas impávida mas serena, mais parecendo a reacção do cão do Pavlov ao toque da campainha. Dá um pontapé numa lata e diz: 
-Maldido preço do petróleo.
Aproveitaria estes acontecimentos referidos para tentar fazer uma crítica ao artigo que em minha opinião têm interpretações diversas, daí a excelente qualidade. 
A tríade que outrora orientava a economia e política mundial, sofreu alterações profundas no seu conjunto. A Europa e Extremo Oriente assistiu a uma expansão do sistema que parece não ter facilitado a Norte Americana. A disputa de espaços de influência, junto de fontes de energia e de mercados, originou uma maior presença da China por exemplo em África. Alterações na política venezuelana. A dependência do Cazaquistâo etc. Este novo arranque industrial sino-indiano exige matéria prima, nomeadamente petróleo para alimentarem as suas indústrias que adicionado a políticas internacionais favoráveis, salários baixos, qualidade em muitas produções e outros aspectos, encontram receptividade no consumidor europeu ou americano de parcos e médios recursos. Parte dos países produtores são deficitários  e alguns precisam praticamente de tudo o que é produzido industrialmente. O aumento do consumo destes últimos que apresentam um forte crescimento económico, facilitam as exportações e consequentemente a acumulação de capital, necessário ao desenvolvimento e modernização. 
O aumento brutal do preço do crude e empréstimos bancários não pagos a tempo são os principais responsáveis por crecimentos negativos ou incipientes de muitas economias desenvolvidas. É aquilo que muitos estudiosos referem ser efeito dominó.
Os EUA não estão alheios a esta situação, independentemente do líder que venha a ser eleito no próximo sufrágio eleitoral. Se o candidato Republicano se têm oposto, por razões mencionadas no artigo à atribuição de subsídios para o incremento de outro tipo de fontes de energia, ou se a prospecção de petróleo for insuficiente para as necessidades estadunidenses, não podemos descurar o peso tremendo da influência de companhias petrolíferas nas decisões dos eleitos. Os principais estados produtores de petróleo deste país são orientados por Republicanos, a sua relação com o Canadá ou Mexico será cordial. A escolha da governadora do Alasca poderá ser indicador de futuras intenções face ao assunto. 
O candidato Democrata, terá um trunfo superior na sua relação com os países produtores africanos ou mesmo árabes e venezuelanos. Os últimos contactos da administração Bush através da segunda figura com a Líbia têm objectivos comerciais e a principal fonte de pagamento deste país são as receitas do petróleo e tudo indica existirem projectos de vulto no domínio da construção civil. A reconstrução do Iraque parece ter sido esquecida pelos média e resolvido pode atenuar este déficit para os países industrializados. A OPEP não parece estar tão segura sobre a fixacção dos preços e a qualquer momento podemos assistir ao inverso e o preço caír acentuadamente, apesar de não ser muito previsível. 
Os sectores de actividade das economias industrializadas são atingidas, não se vislumbrando o esvasiamento de stoks consideráveis, o ramo automóvel não encontra solução e dispensa diáriamente milhares de trabalhadores, companhias aéreas entram na ruína, etc. Os estratos sociais mais atingidos são a média/média superior que nos EUA e Europa estão em grande percentagem.É ela que paga os impostos, decide politicamente e em época de crise como esta, parece não conseguir ultrapassar o problema. Os sistemas políticos muitas das vezes não correspondem há estrutura das respectivas sociedades por a conjuntura não facilitar, os modelos económicos ou conceito de empresa dos países que servem de exemplo nas tríades têm dificuldades em se adaptar. A crise é acompanhada por actos menos dignos, corrupção, tráfico de influências, etc. Diria mesmo que esta crise Ocidental que tudo indica para os mais cépticos poder vir a ser pior a curto prazo, não é financeira, nem mesmo económica é mais de valores e de designios. Falta-nos ética nas atitudes. Saber fazer política, negociar, ensinar, criar, etc parece ter sido atirado para as calendas gregas. Infelizmente muito poucos actuam deste modo. Com sinceridade, estou com receio desta última geração presente.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta noite estaria mais na disposição de elaborar um argumento para adaptação ao cinema ou coisa semelhante do que própriamente uma crítica sobre um assunto que deixa qualquer leitor preocupado. Por isto, tentarei dar a minha opinião, de forma diferente da habitual e se me permitem, com um pouco de ironia.<br />
No ruas que dão acesso ao meu espaço físico de predilecção nos últimos meses, passam indivíduos vestidos de algumas cores. A maioria de branco. Porém, o preto, vermelho e amarelo, fazem sentir a sua presença. Umas misturas destas cores, não são tímidas e por vezes também se observam. De todas, os indivíduos que vestem de amarelo são os que parecem mais introvertidos. Cumprimentam os que encontram no percurso, falam consigo próprios parecendo pensar no que irão fazer amanhã. São em média os que mais se preocupam com o aspecto visual, não se metem com frequência em conflitos e os que vestem de outras cores observam-nos a uma certa distância. Estes últimos são precisamente o contrário. Lamentam-se fatalmente do salãrio insuficiente, da carestia de vida, na possibilidade de emprego, de um biscate ou até de um possível furto. Tudo indica que o pé de meia dos antepassados, já não é suficiente para tantas dificuldades. Esta realidade não se aplica aos mais gastos pelo tempo.<br />
A duzentos metros ouvesse um alívio que mais parece uma mulher a parir quando o indivíduo que veste de branco vende um objecto. Interrogo-me e respondo que só daqui a 4 ou 5 horas irás parir novamente. O de amarelo está constantemente a parir junto há caixa registadora. Por momentos sou interrompido por um diálogo entre uma mãe e filho que passam:<br />
- Mamã, apetecia-me um chocolate!<br />
- Hoje não. O papá só recebe daqui a 8 dias e o dinheiro que resta é para pagar a renda de casa e a letra do automóvel.<br />
A criança passa na montra das guloseimas impávida mas serena, mais parecendo a reacção do cão do Pavlov ao toque da campainha. Dá um pontapé numa lata e diz:<br />
-Maldido preço do petróleo.<br />
Aproveitaria estes acontecimentos referidos para tentar fazer uma crítica ao artigo que em minha opinião têm interpretações diversas, daí a excelente qualidade.<br />
A tríade que outrora orientava a economia e política mundial, sofreu alterações profundas no seu conjunto. A Europa e Extremo Oriente assistiu a uma expansão do sistema que parece não ter facilitado a Norte Americana. A disputa de espaços de influência, junto de fontes de energia e de mercados, originou uma maior presença da China por exemplo em África. Alterações na política venezuelana. A dependência do Cazaquistâo etc. Este novo arranque industrial sino-indiano exige matéria prima, nomeadamente petróleo para alimentarem as suas indústrias que adicionado a políticas internacionais favoráveis, salários baixos, qualidade em muitas produções e outros aspectos, encontram receptividade no consumidor europeu ou americano de parcos e médios recursos. Parte dos países produtores são deficitários  e alguns precisam praticamente de tudo o que é produzido industrialmente. O aumento do consumo destes últimos que apresentam um forte crescimento económico, facilitam as exportações e consequentemente a acumulação de capital, necessário ao desenvolvimento e modernização.<br />
O aumento brutal do preço do crude e empréstimos bancários não pagos a tempo são os principais responsáveis por crecimentos negativos ou incipientes de muitas economias desenvolvidas. É aquilo que muitos estudiosos referem ser efeito dominó.<br />
Os EUA não estão alheios a esta situação, independentemente do líder que venha a ser eleito no próximo sufrágio eleitoral. Se o candidato Republicano se têm oposto, por razões mencionadas no artigo à atribuição de subsídios para o incremento de outro tipo de fontes de energia, ou se a prospecção de petróleo for insuficiente para as necessidades estadunidenses, não podemos descurar o peso tremendo da influência de companhias petrolíferas nas decisões dos eleitos. Os principais estados produtores de petróleo deste país são orientados por Republicanos, a sua relação com o Canadá ou Mexico será cordial. A escolha da governadora do Alasca poderá ser indicador de futuras intenções face ao assunto.<br />
O candidato Democrata, terá um trunfo superior na sua relação com os países produtores africanos ou mesmo árabes e venezuelanos. Os últimos contactos da administração Bush através da segunda figura com a Líbia têm objectivos comerciais e a principal fonte de pagamento deste país são as receitas do petróleo e tudo indica existirem projectos de vulto no domínio da construção civil. A reconstrução do Iraque parece ter sido esquecida pelos média e resolvido pode atenuar este déficit para os países industrializados. A OPEP não parece estar tão segura sobre a fixacção dos preços e a qualquer momento podemos assistir ao inverso e o preço caír acentuadamente, apesar de não ser muito previsível.<br />
Os sectores de actividade das economias industrializadas são atingidas, não se vislumbrando o esvasiamento de stoks consideráveis, o ramo automóvel não encontra solução e dispensa diáriamente milhares de trabalhadores, companhias aéreas entram na ruína, etc. Os estratos sociais mais atingidos são a média/média superior que nos EUA e Europa estão em grande percentagem.É ela que paga os impostos, decide politicamente e em época de crise como esta, parece não conseguir ultrapassar o problema. Os sistemas políticos muitas das vezes não correspondem há estrutura das respectivas sociedades por a conjuntura não facilitar, os modelos económicos ou conceito de empresa dos países que servem de exemplo nas tríades têm dificuldades em se adaptar. A crise é acompanhada por actos menos dignos, corrupção, tráfico de influências, etc. Diria mesmo que esta crise Ocidental que tudo indica para os mais cépticos poder vir a ser pior a curto prazo, não é financeira, nem mesmo económica é mais de valores e de designios. Falta-nos ética nas atitudes. Saber fazer política, negociar, ensinar, criar, etc parece ter sido atirado para as calendas gregas. Infelizmente muito poucos actuam deste modo. Com sinceridade, estou com receio desta última geração presente.</p>
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