Acredito que os encontros bilaterais entre os meus ministros e os ministros da Coréia do Sul foram extremamente positivos, e alguns encontros ainda acontecerão no dia de hoje.
O encontro empresarial que aconteceu ontem à tarde foi extremamente positivo. Foram seis ou sete acordos assinados entre grupos empresariais brasileiros e grupos empresariais coreanos.
A conversa que tivemos hoje com o presidente Moo demonstra claramente que Coréia e Brasil vivem um novo período nas suas relações. Acho que o Governo da Coréia e o Governo brasileiro estão convencidos de que a distância geográfica entre os dois países não pode significar distanciamento político, econômico e comercial.
No Brasil, estamos construindo uma política econômica sólida, uma política econômica que faça com que o Brasil tenha um crescimento sustentado, um crescimento duradouro, e que tenhamos a capacidade de combinar o controle das nossas contas públicas com grande capacidade de investimento na construção de parcerias, para que o Brasil se transforme definitivamente em um país desenvolvido.
O Brasil quer construir parcerias fortes com a Coréia. Os nossos empresários querem construir parcerias fortes com os empresários da Coréia. O Brasil pode melhorar, e muito, a qualidade dos produtos exportados para a Coréia. Muitos pensam que o Brasil é apenas um exportador de produtos in natura, e o Brasil, com suas indústrias de ponta, pode exportar não apenas produtos in natura, mas tecnologia com muito valor agregado.
Todos sabem que o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, um dos maiores exportadores de minério, o maior exportador de café e de suco de laranja do mundo. O que as pessoas não sabem é que o Brasil tem uma indústria aeronáutica para a produção de aviões regionais que compete com qualquer empresa de aviação do mundo.
Esta minha passagem pela Coréia permitiu que pudéssemos estreitar os laços de amizade, permitiu que conhecêssemos mais profundamente a criatividade dos empresários e do povo coreano. As empresas coreanas que estão no Brasil conhecem a criatividade do povo brasileiro, a competência do trabalhador brasileiro e a solidez da economia brasileira.
Neste mundo globalizado, não temos o direito de ficar esperando que as pessoas nos visitem. Neste mundo globalizado, a competitividade é cada vez maior e mais forte. Isso aumenta a construção de parcerias, como a que estamos construindo com a Coréia. Isso é que poderá permitir que tenhamos economias mais fortes, mais sólidas e mais competitivas. Eu dizia ao presidente Moo, ao terminar a nossa reunião, que é impensável que a relação comercial entre Brasil e Coréia seja tão pequena, e o que estamos construindo hoje, possivelmente, só daqui a dez anos teremos a exata dimensão do que fomos capazes de produzir.
Quero terminar comunicando às associações empresariais que estão presentes aqui, aos empresários brasileiros e coreanos, que decidimos que o Banco de Desenvolvimento da Coréia vai criar a sua agência no Brasil, para que possa facilitar o entrosamento e os investimentos da própria Coréia no Brasil.
Muito obrigado e bom almoço.

25/05/2005



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