A Queda, por Antônio Lassance

2009 Novembro 10
por Equipe de Colaboradores

A queda do muro de Berlim (1989) é um evento repleto de significados. O historiador Eric Hobsbawm o utiliza para delimitar o fim do século XX. Em termos geopolíticos, ou especificamente militares, ele demarca o fim da Guerra Fria. Para os Alemães, é o fim da divisão de seu país em dois e o início da unificação.  Para os socialistas, foi a desintegração do monólito (conforme Boris Kagarlitsky denominou a derrocada do sistema soviético) e o emblema da ofensiva neoliberal que varreu o mundo nos anos 90 e tentou reduzir a pó as políticas de bem-estar social. Para os liberais mais teóricos, a queda significou a vitória final (sic) do capitalismo (a exemplo de Fukuyama e seu fim da História). Para os liberais mais pragmáticos, foi um evento “pop” e seus 20 anos merecem uma comemoração que lhes dê a oportunidade de faturar com shows de rock, visitas de celebridades e garrafas de champanhe.

O Muro nasceu com um sério problema. Muros são feitos em geral para evitar que pessoas entrem, e não que elas saiam. Muitos foram erigidos contra aqueles que já foram chamadas de “bárbaros”, “inimigos” e, hoje, são denominados simplesmente “estrangeiros”. Tal é a diferença entre uma fortaleza e uma prisão. O Muro de Berlim tinha a curiosa missão de aprisionar os alemães orientais em seu próprio País. Ele estava mais para uma Bastilha do que para uma Muralha da China. Leia mais…

Eventos – Lançamento do Número 2/2009 da RBPI

2009 Novembro 6
por Coordenação

O Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI anuncia o lançamento do número 2 do Volume 52 (2/2009) da Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI, cujo sumário se apresenta logo abaixo.

Esta edição  da RBPI traz as seguintes contribuições:

Artigos

  • Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento, por Marcelo Dias Varella
  • O Brasil e a comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP), por Shiguenoli Miyamoto
  • O Itamaraty dos anos de chumbo – O Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979), por Pio Penna Filho
  • América do Sul: construção pela reinvenção (2000-2008), por Thiago Gehre Galvão
  • Coréia – “Tigre” em turbulências, mistérios no norte, por Victor Sukup
  • Las Memorias Del duque de Sully (o los avatares del primer proyecto de unión europea), por German A. de La Reza
  • Os processos de partilha da soberania na União Européia, por Diego Santos Vieira de Jesus
  • Gulliver na Amazônia e as aventuras do indigenismo nas Relações Internacionais, por Argemiro Procópio
  • Protocolos de Montreal e Kyoto: pontos em comum e diferenças fundamentais, por Darly Henriques da Silva
  • O poder militar como instrumento da política externa brasileira contemporânea, por João Paulo Soares Alsina Jr.

Resenhas

  • O interesse e a regra: ensaios sobre o multilateralismo, por Leandro Freitas Couto
  • El fascismo en el siglo XX. Una historia comparada, por Raúl Bernal-Meza

Assinaturas da RBPI podem ser feitas na Loja do IBRI, que se acessa aqui.

RBPI – Vol. 52 – No. 2/2009

2009 Novembro 6
por Coordenação

Artigos

  • Efetividade do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio: uma análise sobre os seus doze primeiros anos de existência e das propostas para seu aperfeiçoamento, por Marcelo Dias Varella
  • O Brasil e a comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP), por Shiguenoli Miyamoto
  • O Itamaraty dos anos de chumbo – O Centro de Informações do Exterior (CIEX) e a repressão no Cone Sul (1966-1979), por Pio Penna Filho
  • América do Sul: construção pela reinvenção (2000-2008), por Thiago Gehre Galvão
  • Coréia – “Tigre” em turbulências, mistérios no norte, por Victor Sukup
  • Las Memorias Del duque de Sully (o los avatares del primer proyecto de unión europea), por German A. de La Reza
  • Os processos de partilha da soberania na União Européia, por Diego Santos Vieira de Jesus
  • Gulliver na Amazônia e as aventuras do indigenismo nas Relações Internacionais, por Argemiro Procópio
  • Protocolos de Montreal e Kyoto: pontos em comum e diferenças fundamentais, por Darly Henriques da Silva
  • O poder militar como instrumento da política externa brasileira contemporânea, por João Paulo Soares Alsina Jr.

Resenhas

  • O interesse e a regra: ensaios sobre o multilateralismo, por Leandro Freitas Couto
  • El fascismo en el siglo XX. Una historia comparada, por Raúl Bernal-Meza

Azerbaijão – a geopolítica do romance de Ali e Nino, por Paulo Antônio Pereira Pinto

2009 Novembro 6
por Equipe de Colaboradores

Já se tornou lugar comum dizer que a região ao Sul do Cáucaso, onde se situam Armênia, Azerbaijão e Georgia, é área de conflitos reais e potenciais, desde a extinção da URSS – a cuja União pertenciam – em 1991. Ademais, afirma-se, os povos desta parte do mundo nunca teriam sido capazes de viver em paz.

A confluência de interesses étnicos, religiosos, nacionais e internacionais antagônicos contribuiria para tal instabilidade. Daí, caberia esperar, apenas, a continuidade de disputas intermináveis e insolúveis. Novas teorias geopolíticas continuam, então, a ser formuladas ou ressucitadas para justificar este cenário de caos possível e permanente. Em contrapartida, registros históricos e obras literárias, como a narrativa sobre “Ali e Nino”, por exemplo, indicariam disposição regional no sentido contrário a tais interpretações. Leia mais…

Evento – Seminário “Além do Muro – 20 Anos da Queda do Muro de Berlim”

2009 Novembro 6
por Coordenação

O Departamento de História da Universidade de Brasília, a Embaixada da República Federal da Alemanha e o Goethe-Zentrum Brasília convidam para o Seminário “Além do Muro – 20 Anos da Queda do Muro de Berlim”, que se realizará na quinta-feira, 12 de novembro de 2009, no Auditório da Reitoria da UnB (não é preciso fazer inscrição).

Programa:

8.30 – Abertura

9.00 – Documentário: A Queda do Muro de Berlim

9.30 – Palestra do Prof. Dr. Edgar Wolfrum (Universidade de Heidelberg):

  • Dois eventos que marcaram a época: Construção (1961) e Queda do Muro de Berlim (1989)
  • Comentários: Estevão Martins e Wolfgang Döpcke (UnB)

14.30 – Mesa Redonda I: Muros simbólicos e reais

  • Hartmut Günther (UnB): (I)mobilidade e (des)apego: Reflexões sobre um muro
  • Gustavo Lins Ribeiro (UnB): A queda de todos os muros

16.30 – Mesa redonda II: O mundo após a queda

  • Paulo Roberto Almeida (MRE): Um outro mundo possível: Alternativas históricas, antes e depois do muro de Berlim
  • Virgílio Caixeta Arraes (UnB): Estados Unidos: da liderança eufórica à crise de confiança (1989-2009)

What is at stake in Honduras?, por Sufyan Droubi

2009 Novembro 6
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por Equipe de Colaboradores

On June 28th, the Honduran Supreme Court decided for the destitution of Manuel Zelaya from his seat as a president, finding that he would have breached the Constitution by, inter alia, seeking a plebiscite so as to consult the population on the convening of a constituent assembly to modify the Constitution (see Corte Suprema de Justicia 2009). The Court ordered the Army to enforce its ruling and what followed was not only a forced deposition of Zelaya from his seat but also his expulsion from the country. The presidency has been temporarily occupied by Roberto Micheletti, the head of the Congress, pursuant to a constitutional rule that, in the absence of the president and the vice-president – Elvin Santos renounced his seat as vice-president in December 2008 – the head of Congress should assume the presidency. Forbidden to come back to Honduras, Zelaya sneaked back into the country on September 21 and found shelter within the Brazilian embassy. Leia mais…

Resenha do livro “Kissinger e o Brasil”, de Matias Spektor, por Thiago Gehre Galvão

2009 Novembro 5
por Equipe de Colaboradores

A trama desenvolvida por Matias Spektor em “Kissinger e o Brasil” encapsula um importante episódio das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos e narra como Henry Kissinger tornou-se um ponto focal para a diplomacia brasileira na consecução do projeto de Brasil Potência. Jovem intelectual da nova geração de historiadores das relações internacionais brasileiros, Matias Spektor coordena o Centro de Estudos sobre Relações Internacionais do CPDOC/FGV e vive intensamente a realidade da pesquisa arquivística no Brasil. No livro, o argumento central é que o Brasil construiu seu caminho no sistema internacional, procurando impor seus próprios termos e desígnios nacionais às relações com os outros países. Perante os EUA procurou exercer um papel protagônico em três sentidos: a) afastou-se de uma postura de rivalidade ou de submissão; b) buscou estabelecer-se como um dos alicerces da ordem global; e c) evitou seguir inadvertidamente os preceitos do “gigante do norte”. Leia mais…

Evento – Seminário de apresentação da obra “Concepts, Histories and Theories of International Relations for the 21th Century: Regional and National Approaches”

2009 Novembro 3
por Coordenação

O Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI e o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília – iREL-UnB convidam para o Seminário de apresentação do livro Concepts, Histories and Theories of International Relations for the 21th Century: Regional and National Approaches, organizado pelo Prof. José Flávio Sombra Saraiva.

O evento acontecerá no dia 10 de novembro de 2009, no Auditório da Reitoria da Universidade de Brasília, das 14 às 16h. (não é necessário fazer inscrição).

Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail mestrel@unb.br ou ainda pelo telefone 61 33072426. Leia mais…

Yukio Hatoyama – novas perspectivas de mudança para a política japonesa?, por Rafael José da Silva Lins

2009 Novembro 3
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por Equipe PET - iREL-UnB

A vitória do líder do Partido Democrata do Japão (PDJ), Yukio Hatoyama, no dia 30 de agosto, seguramente se configura como mudanças significativas na política japonesa nos âmbitos internos e externos. Com propostas de combate à recessão e a altas taxas de desemprego, de dar maior ênfase à questão social, diminuir a dependência com relação aos Estados Unidos e promover maior aproximação ao sudeste asiático, o novo primeiro ministro do Japão espera inaugurar uma nova feição da política japonesa, apostando na originalidade de seu projeto.

No Japão, o sistema parlamentar bicameral foi introduzido pela Constituição Imperial de 1885. O senado era composto por membros da corte de nobres ou por pessoas indicadas para a ocupação dos cargos (como, por exemplo, militares). Os membros da Câmara eram eleitos, sendo que apenas cerca de 1% da população tinha o direito de votar. É justamente após a Segunda Guerra Mundial, com a derrota japonesa, que as instituições políticas sofreram uma remodelagem e foi introduzido o sufrágio universal como forma de escolha dos membros do Parlamento (que continuou bicameral). Esta mudança foi incentivada basicamente pelos Estados Unidos, que ocuparam o Japão até 1952, e, por isso, é baseada nos moldes ocidentais do sistema político. Leia mais…

Boletim Meridiano 47 – No. 111 – Outubro/2009

2009 Outubro 31
por Coordenação
  • Barack Obama: o polêmico Nobel da Paz, por Virgílio Caixeta Arraes
  • Eleições realinham o cenário político-partidário na Alemanha, por Solange Reis Ferreira
  • Honduras e o retorno de Tio Sam, por José Flávio Sombra Saraiva
  • O Segundo Eclipse do Sol Nascente: as origens das décadas perdidas do Japão, por Rogério Makino
  • Poder Político e Regulação do Pré-Sal, por José Alexandre Altahyde Hage
  • As estratégias por trás da parceria estratégica Brasil-União Européia, por Clarissa Franzoi Dri
  • Recentes prisões marcam boa fase dos últimos anos do Tribunal de Arusha, por Amanda Rezende
  • Brasil se consagra sede olímpica – Rio 2016: Auge de uma potência?, por Vitor Stuart Gabriel de Pieri & Juan B. Scartascini del Río
  • E o Nobel da Paz vai para… Obama?!, por Fernando Cavalcante
  • Separando o jurídico do político: a responsabilidade do Brasil na crise hondurenha, por Thomaz Francisco Silveira de Araujo Santos
  • Mudanças Históricas no Sistema Internacional, por José Alexandre Altahyde Hage
  • O BRIC que corre o risco de ser RIC, por Argemiro Procópio Filho
  • Pré-sal e suas ameaças: imaginárias e reais, por Gunther Rudzit & Otto Nogami

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